quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Não danifiques o azeite e o vinho.


 Ap 6.6 - “E ouvi uma como que voz no meio dos quatro seres viventes dizendo uma medida de trigo por um denário; três medidas de cevada por um denário; e não danifiques o azeite e o vinho”.


O vinho e o azeite,o que significa?

 
   Ora vejamos que João ouve como que uma voz no meio dos quatro seres viventes. Sabemos que os quatro seres viventes estão em torno do trono. Ora, se uma voz sai do meio deles é claro que é Deus ou Jesus que está falando. Vejamos que agora não é o anjo que determina. O anjo só cumpre. O anjo só executa as ordens que emanam direto do trono. Este é o significado da voz ouvida. Como se trata do homem e do seu pecado, mesmo sendo do homem ímpio o juízo não pode ser dado por ninguém. Só Jesus pode julgar alguém. Só ele é justo o suficiente para isto. Jesus é o justo Juiz e nós não podemos perder esta visão. Este anjo ao contrário dos outros não sai apenas executando uma ordem genérica. Ele atua em função das ordens que são emanadas continuamente do trono. O texto nos fala de dois pesos somente, porém o significado é bem claro. Trata-se do julgamento individualizado daqueles que o anjo está falando. Eles falam do juízo de Deus. O anjo com a balança nas mãos significa que um juízo direto está sendo executado e que este juízo é individualizado. A balança serve para pesar coisas individualizadas. Trata-se de um julgamento, que é feito pouco a pouco. Cada um é julgado de uma forma. Outra coisa interessante a ser observada é que o que está sendo julgado é o que se tem de bom. É alimento o que está sendo pesado não se pesa qualquer coisa. Pesa-se neste caso trigo e cevada. O trigo e a cevada são alimentos e alimentos essenciais para o homem. Não se fala do peso de coisas insignificantes. Não se fala de pesar alimento de menor objetivo ou função. Não se trata de um alimento qualquer. São citados alimentos essenciais para a sobrevivência humana. Por isso trigo e cevada e não couve e chicória. As qualidades humanas pesadas do homem ímpio e pecador são qualidades essenciais para a existência. Não é qualquer coisa que é levada em consideração. Não é qualquer obra que o homem faça que lhe levará a uma determinação de sobrevivência. Não é uma obra específica. O texto não nos deixa entender aqui que tipo de obra está sendo “pesada”. O que temos certeza pelo texto é que são alimentos essenciais e indispensáveis à vida humana. Qual é o tipo de obra que deve ser aqui pesquisada para ser realizada, sinceramente não me preocupa nem um pouco. Porém eu não estou pensando nesta solução nem para mim nem para os que amo. Eu não quero viver a vida eterna na Terra. Eu não fui chamado para viver na Terra. Eu fui chamado para viver em Jerusalém Celestial e é para lá que eu vou, e é para lá que eu quero levar a todos os que me ouvirem. O que Deus me fala aqui é da necessidade que temos de entender que tipo de ser vai viver na Terra restaurada. O homem que após o julgamento de Deus ter demonstrado possuir qualidades que o habilitam para tal. Estamos falando da restauração de uma sociedade humana aonde as coisas essenciais do comportamento humano (trigo e cevada) serão preservadas numa sociedade restaurada junto com o planeta Terra.
   Outra coisa que nos chama a atenção é que o pagamento é sempre de um denário. Varia a quantidade do bem adquirido (uma medida de trigo, três medidas de cevada de acordo com o que ele representa no cômputo da necessidade social. Mas o pagamento é sempre o mesmo.
   O que então significa que o pagamento é sempre o mesmo. Ora é o mesmo que Jesus contou na parábola sobre a salvação a respeito dos trabalhadores que vieram para o trabalho nas diversas horas do dia mas que ao receberem pagamento o valor era o mesmo independente da hora em que começaram a trabalhar. Jesus contou esta parábola para nos dizer que para se ter salvação dependia não do meu tempo de conversão. Não dependia de quanto tempo eu trabalhei na execução da obra. Ou eu receberia o mesmo valor ou não receberia. O valor não variaria e por que? Porque não há meia salvação, 1/4 de salvação, ou está salvo ou não está! Aqui também o pagamento é sempre o mesmo, ou você o recebe ou não o recebe. Ou você vai viver na Terra nos tempos eternos ou não vai viver nela. Ou você vai viver na Terra para sempre ou você foi jogado no lago de fogo. Não há meio termo. Ou vive ou não. Vida ou Morte.
   É por isso que o Senhor Deus que no meio dos quatro seres viventes, isto é, no seu trono está declarando o valor de cada item pesado. O anjo do cavalo preto apenas traz as informações e leva as execuções. O julgamento? O julgamento pertence a Jesus.
   Para não haver dúvida sobre tudo o que aí está o texto nos diz no seu final: e não danifiques o azeite e o vinho.
   Ora a mesma voz que pesa está alertando, está lembrando ao anjo, e não danifiques o azeite e o vinho. Por que? Ora, porque o azeite nos fala da unção do Espírito Santo. O Senhor está lembrando ao anjo cuidado para não danificar; cuidado para não tocar; cuidado para não prejudicar àqueles que têm a unção de Deus (azeite), isto é, cuidado para não tocar nos ungidos de Deus, nos que tem o Espírito Santo em si. Daqueles que dão o fruto que Paulo fala em Gálatas 5.22. Parece que o Espírito Santo separou e capacitou para fazer uma obra para Deus. Unção significa cobertura espiritual específica dada por Deus ao servo a que chamou para executar cada obra. A unção não pode ser dada pelo homem, ela é privativa do Espírito Santo. Só àqueles a quem o Espírito imbuiu de uma obra específica recebem a unção; recebem o azeite. Como fala em linguagem figurada Jesus diz ao anjo não danifiques os meus ungidos na aplicação do seu julgamento. Lembremo-nos que lidar com os ungidos é função específica do anjo do cavalo branco. O vinho representa os salvos em Jesus. O vinho é o produto da videira e Jesus é a videira verdadeira, da qual o pai, é o agricultor. O vinho que nos fala aí é Jesus dizendo não danifiques aqueles que têm o meu nome. Não danifiques os que puseram suas esperanças em mim, não danifiques os que confessam o meu nome, não danifiques os que eu coloquei sob o meu cajado. Não danifiques os que eu já escolhi, não danifiques os que participam do meu sangue e comem do meu corpo com fé. Não danifiques os que eu já salvei. O vinho é o sangue de Jesus. Quem o recebeu são os que se apropriaram do sangue derramado na cruz. Os que recebem com fé no meu sangue , e o sangue é a vida da carne , tem pacto comigo e eu o ressuscitarei no último dia. É este o vinho a que o Senhor se refere. E Jesus é quem está determinando isto de entre os seres viventes, no seu trono. Glorificado será o nome de Jesus. Só ele merece ser exaltado. Não danifiques o azeite e o vinho porque eles são dados ao povo de Deus para a sua salvação e para a realização da obra pela Igreja, de restauração da terra e do homem.




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